sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Às irmãs do Imaculado Coração de Maria

irmã Natalina e Irmã Marilúcia - acervo de Raimundo França (in memoriam)

 

25 DE FEVEREIRO DE 1964:

chegada das Irmãs do ICM

 

Esta data é um marco imensurável

Para a nossa paróquia de Taipu

Pois ali chegaram quatro Irmãs

Vindas do longínquo Rio Grande do Sul.

 

Lembrar aquele helicóptero sonoroso

Parando naquele saudoso chão

Simbolizava um pássaro que trazia

Mensageiras para a nossa formação.

 

Chegaram muito bem sintonizadas

Com o então bispo que acreditou

Naquela experiência de irmãs-vigárias

Trabalho que na diocese prosperou.

 

Eram elas NATALINA e MARILÚCIA

EDWIGES e a Irmã DALVA também

Com uma missão a desenvolverem:

Evangelizar para a justiça e o bem.

 

Tiveram uma luta muito árdua

Contemplando as capelas adjacentes

Em Poço Branco e outros lugares

Onde plantaram frutíferas sementes.

 

A paróquia de João Câmara inclusive

Desenvolveu um trabalho grandioso

Com a abnegação de doadas Irmãs

Que orientavam e serviam aquele povo.

 

Tantos grupos nos foram ofertados

Catequese, jovens, apostolado e casais

Adolescentes, escotismo e liturgia

Do-ré-mi, Raio de Luz e outros mais.

 

O trabalho foi profícuo e fervoroso

Que evangelizava de forma integral

Porque aquela formação religiosa

Conectava-se com a realidade social.

 

É muito gratificante ressaltar

O quanto a semeadura frutificou

Pois brotaram aqui em nosso Estado

Vocações que a Luz de Deus iluminou!

 

Foram tantas Irmãs que lá serviram

Que se torna delicado nomear

Evitando a incompletude do elenco

Já gratidão nos é possível expressar.

 

A dinâmica da história modificou-se

E alteração na paróquia veio a ter

Movendo nossas Irmãs a buscarem

Novo lugar pra desfrutarem o viver.

 

A congregação do Coração de Maria

Na nossa mente e coração estará

Gratidão à Nossa Senhora e a Bárbara

E lá na Casa das Rocas relembrar!

                                                                                                         

                Natal, 25/02/2022

                   Ilda Fernandes                

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Poço Branco

 

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Poço Branco, ano de 1968, ainda sem a Praça que leva o mesmo nome - Fonte: acervo pessoal de Jorge Luiz Carvalho de Souza.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Professor Gustavo Praxedes, quando escoteiro

Grupo de Escoteiros Dom Bosco - Taipu, Gustavo de Castro Praxedes - Acervo do autor

 

Ficha do então Escoteiro, do 20º Grupo Dom Bosco, de Taipu, Gustavo de Castro Praxedes. Atualmente o Professor Gustavo Praxedes é Secretário de Educação do Município de Taipu,

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Bela Lição de vida!

Dona Raimunda Isaura da Rocha, que este ano completa 100anos de idade, não abre mão do seu dever cívico, apesar da idade; Dona Raimunda é viúva de Pedro Carlos da Rocha (Pedro Patola) - Fonte: Acervo pessoal de Pedro Carlos, o autor do texto

 

UMA LIÇÃO DE VIDA: COMO MEU BISAVÔ (PAI QUINCA) E MINHA AVÓ (RAIMUNDA ISAURA) MATERNOS APRENDERAM A LER

Texto de Pedro Carlos

Na década de 1920, Joaquim Inácio da Silva, conhecido também como Quinca Cavaco ou Pai Quinca, morava em Gameleira/Taipu e trabalhava em Ceará-Mirim como vaqueiro de Raimundo Pacheco. Naquela época a casa de Raimundo Pacheco era onde hoje existe o Palácio dos Esportes, e um vizinho seu era um certo Capitão Baltazar, homem abastado.

Pois bem. Em um certo dia, Capitão Baltazar perguntou a Quinca Cavaco se ele gostaria de aprender a ler, ao que Quinca respondeu que sim. Sendo assim, Capitão Baltazar deu-lhe uma "Carta de ABC" e combinou com ele que lhe daria uma lição toda semana, e assim fizeram. Todos os dias Quinca Cavaco ia a cavalo de Gameleira para Ceará-Mirim e vice-versa, levando sua "Carta de ABC" debaixo do seu chapéu de palha. Ele estudava em casa, todos os dias, a lição da semana, e no sábado levava a lição para Capitão Baltazar fazer a avaliação, dar uma nova aula e passar-lhe uma nova lição. Essa metodologia sistemática se repetiu por muitos meses até que Quinca Cavaco aprendeu a ler e a escrever.

Sua filha, Raimunda Isaura, lembra-se muito bem de ver seu pai estudando a "Carta de ABC" e conta com muito orgulho que ele era a única pessoa que sabia ler e escrever em Gameleira, e que ele tinha uma letra de Doutor. Ela relata que seu pai, com muita frequência, lia e escrevia cartas para as pessoas das redondezas de Gameleira que tinham familiares em outros Estados: "a casa vivia cheia de gente". Ela lembra que seu pai dizia sempre que "não ia criar os filhos sem saber ler nem assinar o nome"...e assim fez.

No caso da minha avó Raimunda Isaura da Rocha, seu pai sempre lhe incentivou a estudar. Ela conta que a esposa de Raimundo Pacheco era-lhe muito simpática e que sugeriu a seu pai, Pai Quinca, que ela fosse morar em sua casa, que ela assumiria a responsabilidade por sua educação. Quinca gostou da proposta e foi combinar com a sua esposa, Dona Dina, ou Mãe Dina. Ramunda Isaura ficou muito feliz, mas receosa da resposta de sua mãe, pois ela era menos flexível do que seu pai.

A resposta de Dona Dina foi um taxativo não: " eu não criei filha para viver na casa dos outros". Porém, isso não impediu Quinca Cavaco e Dona Dina de investirem na educação de seus filhos.

Raimunda Isaura conta que, morando então em Marizeira/Taipu ia todos os dias a pé, junta com outros colegas, ter aulas na casa de duas irmãs professoras, Dona Lecy e Dona Letícia, na Fazenda Mar Coalhado, de Manoel Juvêncio, nas proximidades de Jacoca. Seu pai pagava pelas aulas. Ela conta que nessas idas e vindas das aulas "levei muita carreira de boi brabo".

A então Raimunda Isaura da Silva estudou até a "Terceira Série", o que à época era muito satisfatório, mas sempre diz que se tivesse tido mais chance teria se formado, pois sempre foi uma aluna muito aplicada.

OBS.: Aos 99 anos de idade, Raimunda Isaura da Rocha lê e escreve muito bem

 

FAMÍLIAS TAIPUENSES DESCENDENTES DE URUAÇU

  Estêvão Machado de Miranda, casado com Bárbara Vilela Cid, filha de Antônio Vilela Cid e Ignês Duarte, eram os pais de três filhas, duas...