segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Um registro da Câmara Municipal de Taipu

Um registro da Câmara Municipal de Taipu - Fonte: Analice Viana

 

Esta foto, que deve ser do final da década de 1960 ou início da década de 1970, na Câmara Municipal de Taipu, há sete homens dentre os presentes, o que sugere ser os sete vereadores da época, no entanto, nos arquivos que pesquisei, não encontrei nenhuma gestão do legislativo municipal com essa composição.

Consegui identificar: 1ª - ?, 2ª - ?, 3ª -  Maria Gonçalves de Oliveira (Dona Mariquinha),  4º - Francisco Guedes (Cruz de Juventino), 5º - Raimundo Alves Maciel (Raimundo Badeco), 6º - Geraldo Lins de Oliveira, 7º - ?, 8º - Aluísio Viana de Miranda, 9º - José Alves Ribeiro (Zé Honório), 10º - Luiz Faustino do Nascimento, 11ª - Madre Natalina Maria Rosseti e 12ª - ?.

domingo, 12 de setembro de 2021

Dona Mocinha, a parteira do Ingá



 À cima, Dona Mocinha, em baixo, a velha cajazeira do Ingá que, segundo os mais velhos do lugar, já passa dos 150 anos - Fonte: o autor.


FRANCISCA GONÇALVES DO NASCIMENTO chegou em Taipu por volta de 1939, com aproximados 18 anos de idade; veio do povoado do Bom Fim, São Tomé /RN, trazendo os três primeiros filhos, dos vinte e quatro que teve, tendo desses, apenas, seis chegado à idade adulta.

Chegando-se no Ingá e perguntar por Francisca Gonçalves, certamente ninguém dará notícias, porque ali todos só a conhece por Dona Mocinha; mora no Ingá desde que chegou a Taipu; próxima aos noventa anos de idade, completará aos 20/09/2021, é dona de uma lucides invejável; também tem uma boa saúde para a idade, reclama apenas que a vista fica enevoada enquanto o dia não esquenta.

Dona Mocinha foi parteira e por suas mãos chegaram ao mundo quase todas as crianças do Ingá, que ali nasceram, e de mais de uma geração; lembra os dias de que foram lhe buscar no roçado para mais um parto, assim como as noites chuvosas que fora lhe acordar para o mesmo serviço. – Até lembra a “Samarica”, personagem das músicas do velho Luiz Gonzaga.

Dona Mocinha é daquelas mulheres que se pode dizer: “é pau para toda obra”. Dona de casa, trabalhadora agrícola, pescava, fazia carvoeira... Também gostava de tomar umas pingas e soltar “loas”; depois de relutar, resolver mandar uma para nós; rimos muito, foi daquelas boas, para mostrar que em roda de pingar, homem não lhe botava cangalha.

Fique de voltar a casa de Dona Mocinha, ali no Ingá, por traz da Escola, em frente à cajazeira de mais de 150 ano; ouvir mais histórias e estórias suas.

 

Arnaldo Eugenio de Andrade – 12/setembro/2021

terça-feira, 7 de setembro de 2021

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Poço Branco Velho e a Pedra da Mina





 Imagens do Poço Branco Velho - Fonte: o autor

 

É comum confundir Poço Branco Velho com o Jacaré, quando, de fato, eram duas comunidades distintas e ambas ficaram submersas com a construção da barragem.  Poço Branco Velho ficava ao norte do Rio Ceará Mirim e a, aproximadamente, 2 km, em linha reta, da parede da barragem, já o Jacaré, ficava ao sul do dito rio, e à nascente de Poço Branco Velho, ambas as comunidades se situavam no Taipu Grande.

Na construção da barragem três comunidades foram removidas do curso da represa: Poço Branco Velho, Jacaré e Contador, essa última, mais ao poente, foi transferida para o norte, enquanto Poço Branco Velho e o Jacaré, transferidas, formaram a atual sede do município de Poço Branco.

As belezas naturais de Poço Branco Velho continuam a encantar, a Pedra da Mina é exemplo. Vale conhecer a região e, quem sabe, o poder público venha a estimular a visitação ao local, tanto para apreciar a sua beleza quanto para preservar a história às futuras gerações. Se depender na natureza, o belo cenário continua lá, desafiando o tempo e instigando à imaginação a uma viagem ao tempo passado, com o apelo que não se perca o laço com aquilo que foi a origem da querida Poço Branco.

Visitando o local, lembrei-me da música “Dois Irmãos”, de Chico Buarque: ...É como se a rocha dilatada fosse uma concentração de Tempos...

Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada

E a teus pés vão-se encostar os instrumentos

Aprendi a respeitar tua prumada

E desconfiar do teu silêncio

Penso ouvir a pulsação atravessada

Do que foi e o que será noutra existência

É assim como se a rocha dilatada

Fosse uma concentração de tempos

É assim como se o ritmo do nada

Fosse, sim, todos os ritmos por dentro

Ou, então, como uma música parada

Sobre uma montanha em movimento

(Chico Buarque – Dois Irmãos)


Arnaldo Eugenio de Andrade - 03/09/2021

 

 

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