domingo, 21 de maio de 2023

Morro dos Guararapes e Dom Antônio Felipe Camarão


 
Maquete do Monte dos Guararapes, cenário das celebres batalhas contra os holandeses, 1648 e 1649.

Dom Antônio Felipe Camarão, nosso glorioso índio Poty, ceará-mirinense, a quem devemos o gentílico "Potiguar".

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Time dos Coroinhas


 A foto exposta ao amigos é de aproximadamente dos anos de 1964 ou 1965. Este time foi idealizado pela religiosa Edwirgens, que fazia parte das freiras que chegaram na nossa cidade no ano de 1964, a qual ela foi sua madrinha.
O time chamava-se (Aliança), e os atletas eram todos coroinhas. O responsável era o senhor João Batista Mendes conhecido como ( Dandão de Cacilda), o técnico do time era Noberto Fernandes da Silva de saudosa memória. Desse time 3 amigos já nos deixaram: Noberto Fernandes da Silva, João Maria Vilela da Costa e Raimundo Batista(cognominado de Raimundinho, filho de Sebastião de Caboca). Hoje só nos resta saudades de um tempo que se foi e não voltará mais!. 

Bibi Saldanha (Antônio Saldanha Filho)

terça-feira, 14 de março de 2023

DA PONTE DO PAIVA

 

DA PONTE DO PAIVA

 

A aurora resplandece sobre o atlântico

Refletindo-se no espelho sobre o mar sereno

As imagens reproduzidas, entrecortadas

Pelas cortinas dos belíssimos coqueirais

O contemplador em movimentos involuntários

Tenta desvencilhar das palhas dos coqueiros

Tal qual o impulsivo olhar adolescente

Que espia a nudez da mulher proibida

Por entre os dedos da mão que disfarça venda

Aguçando a imaginação que voa livre

Como nas miragens do sol do meio dia

Que quando se deita para o adormecer

O crepúsculo reluz nas águas do velho Jaboatão

Estendendo o tapete à noite de gala

A lua, galanteada pelas estrelas cintilantes

Vem iluminar a noite dos amantes

E como, ofuscados pelo excesso de luz às retinas

Não desnudam os mistérios do generoso cenário

Ao qual, encantado, contemplo da Ponte do Paiva

 

Arnaldo, 14/03/2023

 

Arnaldo, 14/03/2023

domingo, 12 de março de 2023

Um registro da família Viana de Miranda


Dona Antônia Viana, Sandra, Aluízio Viana, Lúcia Viana, Everaldo, Canindé Viana (Deu), Wilson Viana,  Leila (1ª esposa de Aluísio) e Luiz Viana. Crédito, Aluízio Filho (Bilzinho).

quarta-feira, 1 de março de 2023

TAIPU: PERCEIRA FACEIRA

 

TAIPU: PARCEIRA FACEIRA

 

Taipu, parceira, faceira, vestida por seus verdes campos, sob um céu de anil

Uma criança, garota, menina moça, flor no desabrochar, bela noiva, mãe gentil

Em cada canto e recanto, um aconchego, um encanto com suas lendas e contos

De tantas glórias, ao longo de sua história, com brilho, que honra o presente

 

Do teu seio, outras terras, mesmos povos, outros novos, gerações de única formação

Únicos, somos tantos, João Camara, Bento Fernandes, Poço Branco, povos irmãos

A barragem, no afeto do abraço, lágrimas enchem o rio a banhar o nosso leito

Se a ligação histórica não bastasse, do velho jacaré fui buscar o meu enlace

 

Taipu com a praça 10 de março, grande largo, um marco, uma homenagem à fundação

Retrato de todo tempo gravado pelas lentes da memória de um povo, com gratidão

Ainda que mudem suas placas, uma agressão, imprópria, impostura, inglória

Os nossos corações e as nossas mentes não trocaram as páginas de tua história

 

Cidade de grandes mestras, vocacionadas para o ofício, as professorinhas

Dona Francisquinha, Dona Chiquinha, Dona Maninha, Dona Terezinha

São tantas as outras, sem o devido reconhecimento, enumerá-las é muito extenso

Também tive a minha, Dona Lilia, quando eu não lia. Hoje escrevo o que penso

 

Taipu do velho Joaquim Nabuco. De seus bancos o bê-a-bá de tantos ilustres vultos

Sem o trem, a calçada da estação, tribuna livre: política, futebol, religião, discussão

Matriz da Senhora do Livramento, imponente, nas festas a alvorada nos desperta

A rua grande, o sequilho, a saudade, eu distante, do exílio a sonhar com o reencontro

 

Esconde-esconde, bandeirinha, mão-para-o-ar, garrafão, açudes nos dias de chuva

Sonhos de ser adulto, me formar, ser engenheiro, ganhar dinheiro, ajudar à família

Passarinhos, pescarias, escoteiros, futebol, Itaipi, jovens, política, juras de amor eterno

Saudades dos que se foram, voltar a ser criança, trocar experiência por esperança

 

Taipu com suas lendas, verdades de tanto tempo, o papagaio da cheia, herdamos de herança

Almas penadas as minas vinham doar, beco do centro e outros, meia noite não podia passar

Milagrosa Santa Cruz dos pagãos, no Maracajá, velas intactas viram a cheia baixar

Fogo do batatão, mula sem cabeça, viúva machado, lobisomem, tão presentes na infância

 

Uma história começou como os cinco dedos de uma mão: Jorge, Marcos, Bernardo, André e Joaquim

Aldeia dos Itaipis, Taipu do Meio, Picada, por fim Taipu, em bela caligrafia, escrita com nanquim.

Tapiatá, Taipu do Meio, Grande, de Baixo, Boa Água, Pirapora, Inhandu, Cururu, as sesmarias doadas

Pegado Galvão, Pereira dos Santos, Gadelha, Soares da Silva e Costa, as desbravadoras hoje multiplicadas

 

Taipu de Arruda, Araújo, Aquino, Alves, Boa, Bezerra, Barbosa, Barbalho, Balbino, Batista, Baracho, Basílio, Bandeira

Da Costa, Cruz, Castro, Carmo, Campos, Câmara, Carneiro, Calisto, Cassiano, Caetano, Cavalcante, Carvalho, Oliveira

Dias, Dantas, Duarte, Guedes, Gomes, Gonçalves, Gadelha, Galvão, Nunes, Nogueira, Nascimento, Torres, Tixa, Teixeira

Marques, Martins, Maximino, Maximiniano, Mendes, Melo, Mendonça, Miranda, Monteiro, Moreira

 

Pedra, Pedrosa, Pegado, Praxedes, Pinto, Pinheiro, Santos, Santiago, Saldanha, Soares, Souza, Silva Silveira

Ramos, Ramiro, Rosa, Rodrigues, Rocha, Reis, Ribeiro, França, Furtado, Frutuoso, Fonseca, Fernandes, Ferreira

Ezequiel, Lima, Leite, Lins, Juvêncio, Justino, Varela, Vasconcelos, Venâncio, Viana, Vieira

Também Rossete, da Madre Natalina, Eugenio de Andrade da linhagem do Coronel Manoel Pereira

 

Ingá, Umari, Umarizeiras, Silveira, Cajazeira, Cajueiro, Pitombeira, Gameleira

Poço do Antônio, Lagoa da Onça, Lagoa Nova, Riacho, Olho d’Água e Cachoeira

Campestre, Taipu de Fora, Morada Nova, Mundo Novo, Iraque, Paraguai o caminho não se erra

Ubiratã, Maritacaca, Pau D’arco, Jacarandá, Baixa da Manipeba, Corte Grande e Cobal, depois da Serra

 

Taipu que da Boa Vista se avista a bela paisagem e um rio a regar todo seu vale

Logradouro e Queimadas após o Xinxá, passar na Piçarreira, o Matão é caminho obrigatório

À Passagem Funda vão-se pelo Maracajá ou Rodeio, Duas Passagens, Cuité e Tabuleiro

Cassiano, Arisco dos Barbosa e da Gameleira, tantas terras e os assentamentos dos Sem Terras

 

Serra Pelada, mirante natural, cúmplice do beijo quando a noite encontra o dia

A fauna, a flora, um rio, tantas vidas, tantas cheias, tantas idas, tantas ceias

Que brotem nossas flores, que cantem nossos pássaros, que corra nosso rio

Preservemos nossa geografia, para não torná-la lembranças do passado, algum dia

 

Taipu, minha guarida, minha canção, minha razão, meu torrão querido

Seja filho, queira ficar ou por teu solo passe, será sempre bem acolhido

Berço do meu berço, lar do meu lar, em toda minha vida a fortaleza dos meus passos

Não queira Deus que no meu último adeus, esteja longe dos teus braços

 

 

Arnaldo Eugenio

Da passagem de João da Maia Gama, a serviço do Rei, por Taipu.

  DIÁRIO DA VIAGEM DE REGRESSO PARA O REINO, DE JOÃO DA MAIA GAMA, E DE INSPEÇÃO DAS BARROS DOS RIOS DO MARANHÃO E DAS CAPITANIAS DO NORTE...