segunda-feira, 12 de abril de 2021
Presidentes da Intendência e Prefeitos de Taipu
sábado, 10 de abril de 2021
Adão Marcelo da Rocha
Aos 04/12/1931, pelo decreto nº 173, do Interventor Federal do Rio Grande do Norte, foi nomeado para o Conselho Consultivo Municipal (correspondente à Câmara Municipal), juntamente com João Gomes da Costa e Manoel Eugenio de Andrade (filho do Coronel Manoel Eugenio).
Elegeu-se vice-prefeito nas eleições de 21/03/1948, na chapa do PSD, composta com o prefeito eleito Luiz Gomes da Costa. À época o vice-prefeito acumulava a presidência da Câmara, assim, foi o primeiro presidente da Casa Legislativa de Taipu.
Homem conciliador, notabilizou-se na política pela capacidade de negociação. A ele é atribuído o mérito pelas negociações com os Invasores Revolucionários da Intentona Comunista de 1935, evitando saques ao comercio local.
Religioso, devoto de Nossa Senhora do Livramento, assíduo participante nos movimentos paroquiais, seu nome é citado repetidas vezes no Livro de Tombo da Paroquia de Nossa Senhora do Livramento. Exemplo da sua dedicação à paróquia é constatado pelo agradecimento do Frei José Maria Casanova, da Ordem do Carmo em Pernambuco, quando por aqui passou, em Santas Missões, de 6 a 9 de janeiro de 1936:
“... Agradecemos também a todo bom povo taipuense as considerações que nos dispensaram durante os dias abençoados das Santas Missões e de um modo particular a digníssima comissão que tão fidalgamente nos hospedou. Imploramos bênçãos dos céus sobre o Revmo. Coneco Celso e sobre os seus paroquianos, especialmente aos Senhor Adão Marcelo Alves da Rocha que tem sido o braço forte deste povo e tanto trabalhou para que corresse tudo em ordem nos dias das Santas Missões em sua terra. ...” (Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, Livro Tombo nº 1, pág. 17v e 18)
Da cidade recebeu as seguintes homenagens: nome da Praça no largo aonde, ao sul, está a Escola Municipal Professora Francisca Avelino, e ao norte, ficava o velho casarão onde residia; dá nome à Escola Estadual Adão Marcelo da Rocha, localizada na sede do município.
terça-feira, 6 de abril de 2021
Cruzeiro de Taipu de Fora (Boa Vista)
Aos poucas, com todos os cuidados possíveis, a medida que vamos limpado o Cruzeiro, os detalhes vão se revelando. Na imagem, a parte posterior e superior do Cruzeiro, mais uma bela arte esculpida na peça.
segunda-feira, 5 de abril de 2021
Taipu e os Desembargadores
Desembargador APRÍGIO AUGUSTO FERREIRA CHAVES, filho do Bacharel Joaquim Ferreira Chaves e Maria Clara Ferreira Chaves; nasceu no ano de 1860, faleceu em Taipu, onde residia, aos 19/07/1906 e foi sepultado no Cemitério da Vila de Taipu; foi casado com Julita de Almeida Chaves; era irmão de Joaquim Ferreira Chaves Filho, que foi o 14º e 20º governador do Rio Grande do Norte.
Desembargador
JOSÉ GOMES DA COSTA, filho do Coronel João Gomes da Costa e Bernardina
Rodrigues Santiago; nasceu no lugar Pitombeira, Taipu, aos 17/03/1902 e
faleceu aos 24/01/1982; casou-se com Maria Lígia de Miranda Gomes; deu
nome ao antigo Fórum Municipal de Taipu.
Desembargador JOÃO MARIA ZÓZIMO FURTADO, filho de João Baptista Furtado e Dorothéa Júlia de Oliveira Furtado; nasceu no lugar Baixa Verde, pertencente à Taipu, à época, aos 09/07/1903; casou-se com Jacyra Brandão Furtado; foram pais, dentre outros filhos, de Roberto Brandão Furtado, ex Deputado Estadual e ex Presidente da OAB/RN.
Desembargador CRISTÓVAM PRAXEDES (2º com esse nome), filho de Otávio Praxedes do Amaral Lisboa (ex Prefeito de Taipu) e Maria das Dores Soares; nasceu em Taipu aos 31/01/1940; casou-se com Adélia Isabel da Cunha.
Desembargador
OSVALDO SOARES DA CRUZ, filho de Sinésio Ferreira da Cruz (ex Prefeito
de Taipu) e Maria Soares da Cruz; nasceu em Taipu aos 14/03/1946.
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Família GOMES DA COSTA
quarta-feira, 31 de março de 2021
O Cruzeiro de Taipu de Fora (Boa Vista)
Imagens da relíquia encontrada no antigo Cemitério da Boa Vista, que resistiu às intempéries desses anos todos (imaginamos que a peça tenha mais de cem anos). A importância desse achado não se limita à beleza da peça, mas também, a referência a um Cruzeiro, cuja história já passa dos duzentos anos, e que traz fortes revelações da história da Vila de Taipu.
O Cruzeiro, ou a Cruz do Taipu de Fora, é citado por Câmara Cascudo, em seu livro, História da Cidade de Natal, a saber:
Do lugar Cruz do Taipu de Fora, ponto de confluência de duas estradas para a vila de São José pela Utinga e para a mesma Vila por Natal, seria uma pequena diferença de cinco léguas. E demonstra: “Da Cruz do Taipu de Fora ao engenho da Utinga são cinco léguas e desta à vila de São José, nove, total de treze léguas. Da mesma Cruz do Taipu de Fora à vila de Extremoz são cinco légua; de Extremoz a Natal, três léguas e de Natal a S. José, nove léguas, total de dezessete”. (Cascudo, História da Cidade de Natal, 1980, pág 319)
Para contextualizar a citação de Cascudo, vale uma explicação: Em 1812 o Governador da Capitania do Ceará criou um serviço de Correios, onde o caminheiro saía daquela província, passava na terra de Santa Luzia (Mossoró), Assú, São José do Mipibu, indo para a Paraíba e daí para Pernambuco; em 22/11/1817, o governador da Capitania do Rio Grande do Norte, coronel José Ignacio Borges, respondendo ao Governador de Pernambuco, general Luiz do Rego Barros, detalha a proposta para se criar uma segunda rota dos Correios, passando por Natal.
Importante algumas observações: em 1817 o serviço de correios ainda não passava por Natal, o que demonstra que a Cidade ainda era pequena; já existia um Cruzeiro em Taipu de Fora, o que sugere já haver certa densidade populacional na região; já havia em Taipu de Fora confluências de estradas, indícios de que o lugar era rota de viajantes.
Tínhamos, à época, três lugares com nomes de Taipu: Taipu Grande, região do Poço Branco velho; Taipu do Meio, atual sede do município; Taipu de Fora (ou Taipu de Baixo), onde havia o Cruzeiro.
Pelas evidências, parece que Taipu de Fora, onde se desenvolveu a Boa Vista, foi a primeira região do município a iniciar certo desenvolvimento urbano, visto que, conforme as citações, já havia um Cruzeiro no lugar, anterior ao ano de 1817, enquanto que no Taipu do Meio, o núcleo urbano se desenvolveu a partir de 1839, com passagem do Bispo Dom João da Purificação em visita ao lugar, e os posteriores movimentos em prol da construção da Capela à Nossa Senhora do Livramento, já Poço Branco velho, no Taipu Grande, teve desenvolvimento posterior à sede do município.
Prioridade agora são os cuidados com a preservação do Cruzeiro. Já estão sendo tomadas algumas providências, tratamento anti cupim, limpeza da peça e hidratação da madeira, por exemplos. Depois, leva-lo para um destino definitivo, aberto ao público.
Buscas por revelações a partir do Cruzeiro devem prosseguir: Qual o significado do alicate, do martelo e a revelação da Virgem de La Salette? Há relação da estrela, esculpida na peça, com o Judaísmo? Qual a idade do Cruzeiro? Essa peça é o Cruzeiro original? O Cemitério da Boa Vista foi o primeiro de Taipu?
Quem sabe encontraremos algumas respostas!
Nota:
Na citação de Cascudo, há um equívoco com relação à soma das distâncias - Da Cruz do Taipu de Fora ao engenho da Utinga são cinco léguas e desta à vila de São José, nove, total de treze léguas – Deveria totalizar quatorze, no entanto, por fidelidade à fonte, foi transcrita como lá está.
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